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22 maio, 2011

" O rio dissolve a imagem crepuscular da cidade . . .

... Uma luz lívida - como palha de neve - veste o casario. A noite, com vagar, esconde Lisboa. A velocidade das tarefas quotidianas parou. A cidade parece iluminar-se a partir do seu interior mais secreto, onde lateja um coração muito antigo. Lisboa transforma-se, assim, no lugar privilegiado para a invenção da escrita. Nesse lugar me movimento e me encontro, e nele me perco em travessias, seduções, esquecimentos. Não há tempo. O tempo do mundo parou às portas da noite de Lisboa.
E vou de beco em beco, de bar em bar, de aroma em aroma, de olhar em olhar - conheço a cidade como conheço as linhas de minhas mãos.
Aqui, ainda é possível inventar uma história e vivê-la. Ou ficar assim, parado, a olhar o rio e fingir que o Tempo e a Europa não existem - e Lisboa, se calhar, também não. "

Al Berto - in o Anjo mudo.

19 maio, 2011

Hoje foi um dia de chuva.

bem, hoje vou ser uma daquelas garotas super fúteis que só pensam nelas. basicamente é o egocentrismo a possuir o meu corpo a estas horas da noite, mas preciso mesmo de libertar este peso, que embora não pareça, é enorme.
é tão difícil ser adolescente! eu podia dizer que é difícil ser a joana pereira, mas na verdade a minha vida não é tão fascinante assim.
bem, é difícil ser adolescente. é difícil organizar tempo para fazer mil e um trabalhos para o colégio. fazer mil vezes a mesma coisa, só porque não está do agrado da senhora professora que pensa que a perfeição é alcançável. e difícil controlar a ansiedade de receber a minha nota de português uma vez que sonho, praticamente, todas as noites que tiro 16 no teste e, com isso, consigo entrar na faculdade que quero.
é difícil chegar a casa depois de um dia exaustivo e ainda ter bom humor para a mãe que é demasiado preocupada nas alturas que não deve. e só deus sabe o esforço que faço para não lhe responder mal.
é difícil lidar com vizinhos que, por sinal, estão na fase da descoberta e só fazem barulho com o raio da bateria. e perdoe-me o Senhor, que só ele sabe o quanto amo bateria. mas aquilo não é nada se não barulho.
enfim, já deu para perceber que o meu dia foi uma valente porcaria.

20 outubro, 2010

um lugar.


(...) Não há palavras para ti. Conheço-te faz já uns seis anos e posso dizer que dos melhores momentos que vivi, foi contigo. Não te sei definir, és bastante complexa... Mas tudo em ti é grandioso, acolhedor , tudo em ti é felicidade. Estar em ti enche e preenche o meu peito de alegria. Solta-se o sonho e o perfeccionismo num mundo completamente imperfeito. Esqueço tudo que há de mau e me perturba, os problemas, os medos. Esqueço tudo, e vivo tudo o que tens para me oferecer a uma velocidade avassaladora. Não existe mais ninguém, és só tu e eu. Esqueço a palavra «ridícula» e sou feliz, ninguém mais importa. Tens um enorme efeito sobre mim, que nunca, por palavras ou fala, conseguirei explicar... Anseio o dia em que numa despedida te diga "até já" e não "até breve", o dia em que vou abrir os braços e erguer a cabeça para os céus que te observam e dizer "aqui vou ser (ainda mais) feliz". Tu não me pertences, mas eu, pertenço-te inteiramente, minha querida Lisboa.

14 outubro, 2010

STARBUCKSineed.

Quero um chocolate quente com avelã ou um caffé mocca branco, por favoooor!

13 outubro, 2010

critica "à sociedade"- ponto de vista I

Numa dia de compras com o Jorge, pelas ruas da cidade de Aveiro, cruzou-se no nosso caminho uma rapariga com uma t-shirt onde estampado tinha "I♥LONDON". Ele, que desde sempre foi um rapaz bastante atento, não poderia ter deixado escapar tal pormenor. Estávamos em silêncio até que ele, de repente, diz: "Aposto contigo como aquela rapariga nunca foi a Londres!". Não lhe respondi em imediato, estava em processo de reflexão. Bastou poucos segundos para que «um milhão» de perguntas e afirmações invadissem o meu pensamento. "Ele pode ter razão" , "Será que já foi?" , "É uma rapariga jovem, o mais provável é mesmo nunca ter ido" , "Nós só «♥» aquilo que tivemos/temos. Neste caso, sítios onde já pudemos ter estado e vivido momento que nos façam ter este sentimento" , "Se nunca lá esteve, como pode ela afirmar que «♥» ?" , "Bem, se calhar isto é uma tolice e a rapariga até já lá esteve mesmo" (...). E logo se gerou ali uma discussão saudável e um tema para o resto da tarde. A verdade é que como esta rapariga há tantas outras e, acredito que muitas nunca foram ao sitio que supostamente «♥». Contudo acho que há várias formas de «♥», mas isso é outro meu modo de ver as coisas que falarei num outro texto, em breve, por agora não me vou estar a contradizer. Ainda assim chego a achar ridículo coisas destas (Se realmente se confirmar a afirmação). Como pode alguém possuir tal sentimento, se o sitio em questão nunca lhe deu momentos de alegrias, sem ter uma recordação? Quiçá seja uma questão ridícula que este meu ponto de vista me faz levantar ...