Dezembro. Estamos em Dezembro. Para mim, o melhor mês do ano, para outros, é-lhes indiferente. Este ano passou com uma fugacidade incrível. Ainda ontem estava no Algarve a apanhar banhos de sol. É espantosa a forma de como me consigo lembrar isso com total nitidez. Durante este ano aconteceu-me de tudo. Vivi momentos maravilhosos e momentos completamente avassaladores. Tive o privilégio de assistir ao concerto da minha banda preferida e ainda ter umas férias espantosas.
O que é certo é que chegou Dezembro. E com ele chegou também o frio, a neve, o meu aniversário e o de tantas outras pessoas. Este mês torna-se especial pelo facto de se celebrar o natal, toda a magia envolvente é contagiante. As luzinhas, o clima, as ruas transbordam cor e felicidade. Há sorrisos nos rostos das pessoas e o bem estar faz-se sentir.
As crianças irradiam alegria com os seus desejos de natal. E, quem é que não fica contagiado por um sorriso inocente e verdadeiro de uma criança? Quem é que fica indiferente a uma gargalhada espontânea de uma criança ao ponto de não conseguir esboçar um sorriso à mesma?
O problema, é que nem todas as crianças têm motivos para sorrir. O problema, é que neste mundo cruel, vidas indefesas passam fome e frio, não têm quem lhes dê o mínimo de amor e carinho. E quando se tem a perceptibilidade disso, chegamos ao ponto de nos achamos ridículos por lamuriar tanto a vida que temos, quando existe pessoas e sobretudo crianças que se encontram em situações de completa miséria.
Pode parecer um bocado cliché e que toda gente pensa e escreve isso, mas é a verdade. Talvez seja este o motivo porque se batalha tanto sobre este tema, ao ponto de o desgastar e se tornar um pouco trivial.
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05 dezembro, 2010
HELLO DECEMBER
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09 outubro, 2010
October rain.
Desde sempre a chuva despertou em mim uma sensação contraria à da maioria das pessoas. Sempre gostei de parar diante da janela, enrolada na minha manta e observá-la. Ouvir o som que provoca quando cai no chão. Ver na rua as pessoas a passos rápidos, com os seus guarda-chuvas abertos. A chuva, traz-me à memória, imagens de infância. Lembro-me tão bem de brincar sobre o olhar dela e, senti-la a cair sobre mim. De chegar a casa encharcada por andar a pular em cima de poças d'água. Dos barcos de papel que colocava sobre elas e via navegar. Eram tempos tão diferente, tão delicioso e, sobretudo de uma verdadeira felicidade. Agora, passados alguns anos, quando (talvez) a saudade aperta, é que consigo ter percepção disso. Resta-me as memórias e as recordações de um Inverno da minha infância.

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